O Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA) da Argentina desenvolveu orientações de dimensionamento para irrigação por gotejamento subsuperficial alimentada por energia solar fora da rede na estação de Manfredi, em Córdoba. O trabalho, noticiado pela pv magazine Global em 2 de outubro de 2026, testou uma bomba solar de 10 kW com um campo fotovoltaico de 18 kW.

O que o ensaio mostrou

O sistema inicialmente irrigava 6 hectares. Depois, o INTA usou a mesma bomba e o mesmo campo fotovoltaico para atender 12 hectares, ajustando a aplicação de água ao trigo, à soja e ao milho. O parâmetro divulgado foi de cerca de 2 m³/h por hectare; os pesquisadores também observaram que mais potência fotovoltaica que a potência nominal da bomba pode prolongar a operação com menor irradiância.

São observações de campo, não uma regra universal. O dimensionamento depende da fonte, da altura dinâmica total, das perdas nas tubulações, da demanda das culturas, do armazenamento e do recurso solar local. Ainda são necessários modelo hidráulico e ponto de operação medido.

Relevância para projetos solares de água

Maximizar a vazão numa pequena parcela nem sempre é a forma mais eficiente de usar o bombeamento solar. Programação, uniformidade do gotejamento e demanda sazonal podem ser tão importantes quanto a potência nominal.

A Aquasolar não participou desta pesquisa externa. A lição é dimensionar em conjunto campo fotovoltaico, controlador, bomba e distribuição conforme a demanda de água e as horas de operação.

FAQ

Que equipamento foi testado?

O relatório descreve uma bomba solar de 10 kW e um campo fotovoltaico de 18 kW para gotejamento subsuperficial.

O mesmo sistema atendeu uma área maior?

Sim. O INTA informou a expansão de 6 para 12 hectares sem mudar a bomba nem o campo fotovoltaico, ajustando a distribuição da irrigação.

Qual é a fonte?

Relatório da pv magazine Global, publicado em 2 de outubro de 2026.